segunda-feira, 9 de abril de 2012

Devia de estar a fazer o trabalho sabes, mas tenho este hábito de não conseguir fazer mais nada se não pensar em ti quando estamos assim. Em pensar no que podia ter dito, no que podia não ter dito; no que tu podias ter dito ou deixado por dizer (...) Ainda para mais estou tão longe.. e sei que não entendes, mas depois de estar aí desse lado quando venho para cá, não me sinto bem, não me sinto em casa por assim dizer. E sabes onde é que me sinto mais em casa ? quando me abraças. Quando me apertas junto ao teu corpo e sinto que estou segura, aí estou em casa.
Podíamos evitar tantas vezes estas coisas, no fundo só nos magoamos. Tu com a tua brutidão e eu por agir sem pensar. Sabes o quanto me dói quando dizes todas aquelas coisas sem hesitar um único segundo ? Quando sei que és capaz de acabar com tudo o que temos num abrir e piscar de olhos e nunca mais olhares para trás ? Eu sei, é a tua maneira de ser, mas ás vezes não compreendo. Da última vez que acabamos, nem sei, acho que não houve um único pedaço do meu coração que ficasse intacto. Tu estavas ali à minha frente a olhar-me com os mesmos olhos de quem me amava, mas ao mesmo tempo a pedir que me fosse embora. Como é que consegues ? Não sei, eu só conseguia chorar. E peço desculpa por isso, não chorei para que mudasses de opinião, chorei porque não conseguia conter as  lágrimas por mais que gritasse para que não caíssem. Não gosto que me vejas a chorar, não gosto que penses que sou fraca. Mas choro mais do que aquilo que gostava, quase sempre longe de ti, por alguma razão as lágrimas caem mais facilmente quando não estás por perto.
Sei que erro, erro muitas vezes até. Não sou fácil de aturar, tenho mil e um defeitos.
Mas há alturas em que só precisava que me agarrasses que me ouvisses com ouvidos de gente e que percebesses aquilo que te tento dizer tantas e tantas vezes mas que parecesses entender sempre errado.
È melhor ir dormir, acho que por hoje já não vou dizer mais nada que mereça a pena ser lido.
Always yours, Anna.

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